Negócio pra lá de saudável

Fotos: Luiza Bongir/Divulgação

Por FoodColab*

Próxima de completar dois anos com seu negócio de produção artesanal de granola, granola salgada, pasta de amendoim, pasta de castanhas e manteiga ghee – diga-se de passagem, tudo feito de forma artesanal, sem aditivos –, a relações públicas Juliana Barga está ávida por expandir seus horizontes. “Tenho analisado de que forma posso crescer”, diz ela.

Empreender sozinha, segundo ela, é uma tarefa e tanto. “Tenho muita dificuldade em concluir minhas tarefas, pois sou eu que faço tudo. Esse ano estou contratando um ajudante na cozinha e vou começar a terceirizar o serviço de entrega. Mas o bom é que consegui estudar melhor um modelo de negócio, entendi quais são e como são meus públicos. E hoje consigo visualizar melhor para onde devo seguir, tenho mais facilidade de enxergar quais ações devo tomar para expandir”, revela.

Para facilitar a rotina da produção e baratear custos fixos, Juliana concentra a feitura das granolas, das pastas e da manteiga numa cozinha compartilhada, recém-aberta no Bairro de Santa Tereza, Região Leste de Belo Horizonte. A Casa Fresca é uma iniciativa da idealizadora da Feira Fresca, Izadora Delforge e da Juliana, que buscaram na ideia uma forma de facilitar a vida dos pequenos produtores de alimentos artesanais.

“A Casa Fresca surgiu como um espaço catalisador de ideias e propostas relacionadas à gastronomia, à culinária e à cozinha do dia a dia. Nela abrigamos cursos, jantares, degustações. Ela também funciona como um espaço de apoio ao pequeno produtor: aqui temos espaços para reuniões, show-room, uma cozinha compartilhada e outras duas que são alugadas para produções pontuais ou contínuas. Queremos possibilitar interações e incentivar o trabalho em rede, fomentando esse novo mercado de pequenos produtores locais”, explica Iza.

Para Juliana, trabalhar num espaço colaborativo é a síntese do seu propósito de vida, que une a comida natural, saudável e sem aditivos aos esforços de vários pequenos produtores que buscam o mesmo. “Percebi que podemos nos desdobrar de muitas formas para crescermos juntos e criar uma rede colaborativa dos pequenos produtores. Na cozinha compartilhada da Casa Fresca já estamos desenvolvendo ções para fazermos compras coletivas de insumos para baratear ainda mais nossos custos”, acrescenta Juliana.

A alimentação natural e feita de forma artesanal entrou na vida da relações públicas quando ela ainda estava no cursinho pré-faculdade. “Isso foi há mais de 10 anos. Comecei a montar minha própria barrinha de cereal e granola, para meu consumo. Daí vi que era uma oportunidade de vender para amigos e familiares. Depois de me formar, e trabalhar por quase uma década na área de comunicação, resolvi abrir mão da carreira para criar profissionalmente a Mistura. Sentia falta desse tipo de produto em Belo Horizonte e percebi que muitas pessoas também. E hoje a procura aumenta cada dia mais”, relata.

Ao longo de sua trajetória como pequena produtora de alimentos naturais, a comunicóloga não fez cursos. Conta que apenas leu bastante e conversou com profissionais de nutrição e culinária para entender de que forma poderia misturar os ingredientes com os quais queria trabalhar.

“A partir das barrinhas pensei em o que mais poderia ser feito com os mesmos ingredientes ou similares que compunham aquela receita, então, cheguei até as receitas das granolas doce e salgada e nas pastas de castanhas e amendoim. Já a manteiga ghee é uma paixao à parte, que eu já produzia para consumo próprio e aproveitei para incluir no mix de produtos oferecidos pela Mistura”, conta.

A granola doce leva cereais, cacau, chips de coco, castanhas do Pará (que muitas vezes Juliana compra diretamente de fornecedores do Norte do país) e é adoçada com melado de cana artesanal da roça, cujo produtor é conhecido da pequena empresária. “De tempos em tempos ele vem a BH para nos abastecer com esse melado puríssimo e delicioso.”

Já a granola salgada é composta por cerais, sementes, castanhas e temperada com azeite aromatizado com ervas de horta própria. A pasta de amendoim ainda leva matéria-prima de grandes fábricas, mas às vezes Juliana consegue o insumo com um produtor agroflorestal. Quando isso ocorre, ela produz a pasta em edições especiais, já que o custo é maior. A última criação da Mistura foi a pasta de castanhas com alfarroba e tem se mostrado o carro-chefe do negócio. “Chamo de Nutella Saudável, por ter avelã, ser adoçada com açúcar de coco e com alfarroba, que tem o sabor e cor similar ao do cacau”, diz. E a manteiga ghee é feita a partir de uma manteiga sem sal da roça superespecial que vem de Nossa Senhora dos Remédios diretamente para a cozinha da Casa Fresca. No processo de produção do ghee, a manteiga passa por purificação, para que sejam extraídos a lactose e a água.

HERANÇA DE FAMÍLIA O gosto pela manipulação de alimentos não caiu do céu. “A culinária veio como herança familiar: desde pequena ajudava minha mãe, que já teve uma empresa de congelados. Depois de adulta me apaixonei pela cozinha e hoje essa paixão evoluiu para um propósito”, conta.

Para a pequena produtora, produzir de forma consciente passa pela opção de selecionar ingredientes de qualidade e, quando possível, conseguir os insumos orgânicos ou de produtores locais e, principalmente, não incluir nenhum tipo de aditivo para prolongar a vida do alimento. “Costumo falar que meu produto é feito artesanalmente. Tudo em seu tempo, em uma cozinha compartilhada e que sempre tento incluir o máximo de ingredientes que não são de grandes indústrias”, comenta.

O FUTURO É AGORA Para o futuro, Juliana Barga tem convicção no crescimento do mercado de alimentação saudável. “Acredito que com todo o acesso às informações disponíveis hoje, principalmente com as redes sociais, a alimentação começou a ser notada como nunca havia sido anteriormente. É visível a preocupação pela troca de hábitos e busca por alimentos de verdade, mais saudáveis, artesanais, sem conservantes e regionais. Estou certa do crescimento e da proporção que vamos ter. Imagino e desejo que essa expansão continue, de forma saudável e em união, com uma abordagem saudável e verdadeira, e não como a indústria faz hoje vendendo ‘veneno’ e burlando rótulos”, acrescenta.

Estão na lista de planos para 2018 lançar um e-commerce, expandir os pontos de venda não apenas em BH, mas também para outras capitais e, principalmente no interior, bem como aumentar sua produção e contratar mais uma pessoa para a equipe Mistura. Que seus pedidos sejam atendidos!

PONTOS DE VENDA Além de realizar entregas semanais e de participar semanalmente da Feira Fresca, Juliana Barga leva seus produtos para:
*Centros de yoga
* Pontos de venda em BH e no interior do estado e SP
* Feira Agroecológica da Ufmg que ocorre a cada 15 dias na Praça de Serviços da UFMG
* Feira de produtos da CSA Nossa Horta, iniciativa semanal para lá de bacana. Nas CSAs, o cliente/consumidor é, na verdade, o cofinanciador de um produtor rural que está no campo produzindo hortaliças, legumes e verduras sem agrotóxico e de base agroflorestal ou agrofamiliar (www.facebook.com/csanossahorta)
Para encomendar os produtos Mistura faça contato por e-mail: pedidos@mistura.art.br; pelo telefone (31) 99847–6368; ou pelas redes sociais:@mistura.artesanal

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*Essa reportagem é a terceira e uma série realizada pelo FoodColab em parceira com a Feira Fresca. O FoodColab é uma plataforma colaborativa sobre alimentos, sustentabilidade e inovação, dedicada a gerar conteúdo, conexões e negócios. A Feira Fresca é uma iniciativa que reúne em média 25 produtores de alimentos e ocorre semanalmente em Belo Horizonte (MG).

FEIRA FRESCA: acompanhe a agenda dos dias e locais da feira pelo site www.feirafresca.com.br ou pelo Facebook e Instagram: @feirafresca.

Novidades na Feira Fresca da Serra

Yoga Feira Fresca Vila 211

Sábado chegando e tem mais Feira Fresca! Voltamos à Vila 211, nossa casa todo terceiro sábado do mês, para uma edição com uma agenda completa, incluindo novidades. Chegue cedo para aproveitar tudo! Vai ter: aula de yoga, música instrumental e claro, muita comida boa e saudável, tanto nas mesas dos nossos 25 produtores locais, quanto nas delícias que a cozinheira Ju Duarte vai preparar para o café da manhã, lanche e almoço. Abaixo confira tudo que estamos preparando, mas antes vamos às informações essencias: a Feira Fresca na Vila 211 acontece nesse sábado, dia 19/5, de 9h às 15h, na Vila 211, que fica na rua Professor Estevão Pinto 211, na Serra. A entrada é gratuita e o espaço é pet friendly.

Hortifruti Vista Alegre Feira Fresca Serra

A Feira começa às 9, momento ideal para quem gosta de escolher primeiro as frutas, verduras e legumes. Nessa hora também começa a sair o café, bolo de tangerina e a chipa frita na cozinha. Logo logo, às 9:30, tem aula de Yoga com a professora Clayde Dellaretti. A aula é gratuita, mas o espaço é limitado e levar o próprio tapetinho pode garantir a participação, já que os que a professora leva podem não ser suficientes.

Umami Feira Fresca Vila 211

Depois do Yoga, é hora de voltar às compras. Entre os 25 produtores presentes temos alguns estreantes na Vila 211, não deixe de conferir Mantiqueira Bela, Pimenta em Pedaços e Terra Vegan. Para repor as energias temos opções para todos os gostos: Café Abraço servido na cozinha, cerveja artesanal com a La Grand’, Kefir de sabores variados UPdeKEFIR e sorvete vegano Mira Flor. Na cozinha, além do café, vinho branco e tinto, suco de uva e duas opções de petiscos.

DoCaminhante Feira Fresca Vila 211

Chegando na hora do almoço, mais gostosuras! Para os ouvidos, apresentação instrumental de Philip Morais e convidado. Para a barriga, duas opções: Daube Provençal – carne de boi, vinho branco, alcaparras, anchovas, alho, cebolas e tomates cozidos lentamente e com carinho – e Ratatouille com arroz Pilaf – abobrinha, berinjela, tomate, cenoura, cebola, bouquet garni e arroz pilaf. Sobremesa? Mousse au chocolat.

Cachorro Feira Fresca Vila 211

Aposto que, igual a gente, você mal pode esperar o sábado para provar todas essas delícias! Vamos relembrar os detalhes? A Feira Fresca na Vila 211 é nesse sábado, dia 19/5, de 9h às 15h, na rua Professor Estevão Pinto 211, Serra. A entrada é gratuita e o espaço é pet friendly.

Um restinho de semana Fresca e até logo!

Feira Fresca Vila 211 Yoga

 

Cerveja artesanal e comida local é no Pompeia

Na nossa busca pela cidade por iniciativas que incentivam a produção local, encontramos o Juramento 202, Jura para os íntimos. Localizado numa esquina do bairro Pompéia, a casa oferece chope artesanal a um preço acessível, petiscos e sanduíches deliciosos, som de vinil, um banheiro a céu aberto, nostalgia de mercearia, e muito mais, tudo isso incentivando a produção local, colocando em foco, até então, um bairro pouco conhecido do restante da cidade.

Encontramos com os três sócios Rafael, Marcelo e Samuel, num sábado, fim de tarde, para conhecer um pouco mais dessa história. Chegamos ao bar e eles estavam, como os muitos clientes, sentados no meio fio na esquina de frente para o Jura tomando um chope no copo de vidro. Esse cenário de interior é muito comum por lá. Com transversais pouco movimentadas, quem está a fim de pegar uma vitamina D ou até mesmo respirar ar fresco, encontra na calçada um refúgio para curtir um bom chope enquanto joga conversa fora. Nesse dia a calçada e o asfalto estavam apinhados de gente e os meninos sugeriram que fôssemos conversar num lugar mais tranquilo, o bar do Baiano. Localizado na rua lateral do Jura, o Bar do Baiano funciona há mais de 50 anos no mesmo local, fundado pelo Baiano, figura lendária,  é um bar pra lá de familiar, onde na época do patriarca era proibido até beijar! Agora tocado pelo filho, as regras afrouxaram um pouco, o humor melhorou  (dizem que o Baiano, falecido há alguns anos, era um dos sujeitos mais sisudos da região), mas a comida continua deliciosa. Os meninos já chegaram abraçando o Anselmo, trazendo um chope Viela, e pedindo logo uma porção de carne de sol com mandioca na manteiga. Fomos avisados que o pastel de carne seca com jiló estava imperdível e descobrimos que nas sextas feiras, por volta das 20h, o Juramento 202 recebe do bar do Baiano fornadas de pastel para o delírio da clientela.

Samuel começou nos contando que a Cervejaria Viela inaugurou primeiro a fábrica no bairro. Os três sócios, amigos de infância, possuíam um grande desejo de escoar a produção cervejeira a um preço justo, quando a loja da esquina entrou no mercado para ser alugada. Eles não perderam tempo e começaram os planos de construir o Juramento 202, agregando como quarto sócio o Luiz, que coloca ordem na casa e possibilita o Jura ser a ponta dessa cadeia. “Com menos atravessadores conseguimos colocar o chope artesanal no mercado a um preço competitivo frente às grandes cervejarias.” explica Samuel. Ele é o mestre cervejeiro responsável por todos os estilos da Viela e quem inventa alquimias para usar a estação e a potencialidade da natureza a favor da produção. Na cervejaria já foram feitas cervejas de jabuticaba, abacaxi, limão capeta. O uso de frutas e legumes nas receitas aproveita o açúcar proveniente delas para substituir, em parte, o malte importado e fazer uma cerveja com gostinho ainda mais tupiniquim. É o caso da cerveja de beterraba que eles desenvolveram e que teve como resultado uma substituição de 30% do malte, resultando numa uma cerveja leve, de cor vibrante e levemente adocicada. Ponto pra Viela!

Por não ser uma cervejaria grande, eles se permitem fazer experiências e inclusive envolver clientes e amigos nessa busca por novos sabores. Essa é a história da cerveja de amora, que começou com uma busca por amoreiras na cidade e terminou com um banco de dados incrível sobre a localização dessas árvores. Samuel conta que recorreram ao mapeamento de árvores do google para ir atrás de amoras maduras para o experimento, que chegavam com uma lona e iam sacudindo galhos para pegar maior quantidade da fruta. Divulgaram em suas redes sociais e muita gente entrou na brincadeira da caça às amoras, revelando árvores antes não mapeadas no terreno urbano. Ao fim da busca mais 30 árvores foram inseridas no banco de dados.


A comida no Jura é uma atração a parte. A primeira coisa que quem chega nota é um imponente fatiador de frios – ele é a estrela da casa – sem cozinha, o jura oferece tábuas de queijos, pães e frios para compartilhar – e sanduíches para matar a fome. Os frios são feitos em Belo Horizonte, e ao invés de presunto parma, algo mais brazuca como uma picanha defumada integram a variedade que se encontra por lá. A seleção de queijos não podia ser diferente, os maturados e mineiros são garimpados pelos sócios. Já os pães são da Bagueteria Francesa – destaque aqui para os pães de malte, feitos com o malte entregue pela própria Viela.  O pesto e a pimenta da Cura Mágoa. E o mais badalado, molho barbecue de pimenta biquinho, é da Delícia de Iaiá, produtora constante nas Feiras Frescas! Iara Milagres, conta que boa parte da produção dela é escoada pelo Jura, usando o molho tanto para os sanduíches quanto para acompanhar a tábua, e também vendendo para os clientes que chegam apaixonados por aquele sabor. Lá o molho é vendido pelo mesmo preço que é encontrado nas feiras – Iaiá faz questão!

Quem não tem cozinha caça com parcerias! É assim que o Jura consegue ter uma variedade deliciosa de produtos disponíveis, contando inclusive com variações de cardápio. É o que acontece quando eles chamam alguém para pilotar o único fogão que fica no próprio salão. Um prato único e exclusivo, feito só naquele dia para os clientes sortudos que foram conferir. O pastel de couve flor com queijo do baiano é outra delícia que faz sucesso quando chega quentinho do bar vizinho.

Essa parceria com vizinhos e trocas com o bairro não acaba no Baiano! É o caso das batata chips artesanais, fritas em óleo de algodão, sem conservantes e/ou adição de produtos químicos. Negócio fechado quando o produtor, que passava por lá, deixou uma amostra pro pessoal experimentar. Aprovadíssima, hoje 26kg de Batattitas chegam por semana para suprir as boquinhas nervosas do Jura.

“Se alimentar é um ato político” diz Rafael.  Dentro das possibilidades a Cervejaria Viela e o Juramento 202 subvertem a cadeia de distribuição de cerveja, inserem elementos da nossa terra para diminuir a importação, facilitam o acesso à cerveja artesanal, disponibilizam alimentos locais e diminuem o ritmo num mundo tão acelerado. No Jura o analógico se sobressai, os funcionários trabalham com liberdade, os frios são cortados no dia, o chope é fresco e quase km zero, o preço é justo. Lá a confiança é a base da relação e um aviso na parede informa: “Quer o copo? A gente vende bem baratinho”.

Motivos não faltam para vir aproveitar e curtir um dia/noite nesse lugar com jeitinho de passado que é presente e incentiva práticas do futuro.

Vida longa ao Jura!

 

 

Feira Fresca chega na Savassi

Kombi Fresca

Sábado tem novidade Fresca para você! Faremos nossa primeira edição na Savassi, no restaurante Green Up, que fica na rua Alagoas 851. A Fresca por lá será no horário de sempre, de 9h às 15h, a entrada é gratuita e o espaço vale muito a pena conhecer. Confira abaixo o que estamos preparando para essa Fresca especial.

Green Up jardim

O Green Up é um restaurante de comida artesanal e saudável que pratica uma rigorosa seleção de fornecedores e tem estrutura voltada para garantir ingredientes sempre frescos. Quem nos visitar neste sábado, além de encontrar 22 produtores do nosso time de pequenos empresários locais, poderá conferir as variadas opções de almoço e lanche oferecidas pela casa, com opções veganas, sucos e muito mais, tudo planejado por nutricionistas e preparado em uma cozinha de vidro para você conferir o manejo do seu alimento!

Green Up entrada

No sábado também teremos uma oficina sensorial para as crianças criarem um presente para o Dia das Mães! Preparada pela Agora eu Era Herói, junto com a Fábrica do Desbrinquedo, a oficina onde o filho pode colocar a mão na massa e exercer a criatividade é para crianças de 3 a 8 anos e conta com 2 turmas, de 9h às 10h e de 10:30 às 11:30. Ficou interessada? Faça sua inscrição por este link, o valor do investimento é de R$10.

Oficina Crianças Feira Fresca

Entre os produtores presentes garantimos toda a qualidade da Feira Fresca que você já conhece, com variedade que vai de mudas para fazer sua horta em casa, passa pelo hortifruti, por produtos preparados como ketchup e mostarda artesanais, e chega até produtos prontos para o consumo, como sorvetes veganos, queijos artesanais e muito mais. Pode ter certeza que encontrará ingredientes colhidos e alimentos preparados pensando na saúde de quem come! O sabor é fundamental, mas pra gente o cuidado na escolha dos insumos e o não uso de conservantes ou corantes artificiais é prioridade.

Hortifruti orgânico Feira Fresca

Interessou? Então vamos relembrar os detalhes: a Feira Fresca na Green Up acontece neste sábado, 12/5, de 9h às 15h, na rua Alagoas 851, Savassi. A entrada é gratuita e o espaço vale a pena conhecer. Venha com tempo e aproveite para almoçar, lanchar ou tomar um café no restaurante, assim não faltarão energias para passar na mesa de cada um dos produtores e conhecer as iguarias preparadas com muito carinho para você.

Um restinho de semana Fresca e até sábado!

Fábrica de Hortas Feira Fresca

As delícias da Feira Fresca no Incontrês

Banner Feira Fresca Incontrês

Está chegando nosso tão aguardado primeiro domingo do mês, dia de Feira Fresca no Incontrês! Esta é nossa edição mais antiga, já acontece há mais de um ano sem falhar, e tem dado tão certo porque lá encontramos tudo para uma Fresca completa, confira comigo o que vai rolar mais abaixo. Relembrando, a Feira Fresca no Incontrês acontece neste domingo, dia 6/5, de 9h às 15h, na avenida Carandaí 420. A entrada é gratuita e o espaço é pet friendly!

Fábrica de Hortas Feira Fresca Incontrês

Por lá a Fresca acontece ocupando o espaço externo do restaurante, que possui uma deliciosa cobertura para nossos produtores e para as mesas de nossos visitantes, e o interior da loja. Esta cobertura complementa a sombra natural da avenida Carandaí, que já é um ponto conhecido por quem passeia de bicicleta ou com o cachorro. Assim, nossa Feira acontece protegida de chuva ou sol, em um ambiente que, garantimos, faz quem visita querer ficar mais e aproveitar o dia por lá!

Cachorro Feira Fresca Incontrês

No próximo domingo estarão presentes 25 produtores locais, especialistas em comida gostosa e saudável. Muita variedade, do hortifruti orgânico até a torta vegana, passando por ketchup artesanal, queijos de cabra maturados, azeite mineiro – confira, ano passado acabou rápido! – e muito mais. Durante a visita não se acanhe, enquanto experimenta os sabores e decide o que vai levar para casa pergunte para o produtor porque seu produto é diferenciado, garantimos que se surpreenderá com as respostas e explicações sobre o cuidado na seleção de ingredientes e processo produtivo. Incrível oportunidade de construir uma relação de confiança com quem produz o alimento que chega na sua mesa!

Visitantes Feira Fresca Incontrês

Para embalar nosso passeio contaremos, pela primeira vez, com apresentação de Jazz do grupo Jazz a Três. Uma apresentação instrumental que fará você ficar com vontade de ficar mais. Durante a Feira o Incontrês oferece opções para comer e beber na hora: batata bolinha crocante, torresmo, bruschetas, feijoada e feijoada vegana!Assim fica fácil aproveitar a Fresca inteira, conhecer todos produtores, tomar o café da manhã e até almoçar por lá.

Carlota Bolos Feira Fresca Incontrês

Estamos te esperando para esse programa delicioso! Convide uma pessoa especial, traga o cachorro para passear e venha passar essa manhã e começo de tarde de domingo com a gente. Relembrando, a Feira Fresca no Incontrês acontece dia 6/5, de 9h às 15h, na avenida Carandaí 420. A entrada é gratuita, o espaço é coberto e pet friendly!

Uma semana Fresca para você e até domingo!

D'Chèvre Feira Fresca Incontrês

Todo o poder do cacau

Por FoodColab*

“Sempre tive uma conexão muito grande com chocolate amargo e hoje reconheço o cacau como um alimento de Poder.” É assim que Luizza Santiago, bióloga e proprietária da Kalāpa – empresa de chocolates feitos a partir da amêndoa do cacau – começa essa entrevista. A ideia de montar a empresa surgiu depois de ela fazer um curso em dezembro de 2016, quando aprendeu a fazer chocolate sob o conceito ‘do cacau à barra/bean-to-bar’. “O processo me preencheu de amor e entusiasmo. Ainda no curso, refleti sobre como eu gostaria de compartilhar aquilo com as pessoas e, a partir daí, a vida se encaminhou de forma que em pouco tempo a Kalāpa se materializou”, conta Luizza.

Na produção da fazedora de chocolate, além de cacau, não faltam palavras de ordem como missão, talento, compartilhamento, planejamento. Mas um dos principais diferenciais que a bióloga emprega em toda a sua produção é a perspectiva holística. “Hoje vejo o ‘fazer chocolate’ como minha missão na Terra – é uma ciência que admiro, um talento que tenho e quero compartilhar. Durante a produção, levo minha atenção para o ‘antes’ do meu produto, para o ‘se transformando’ em meu produto e para o ‘pós-venda’.”

Ela diz carregar a consciência de que, seja qual for a matéria-prima utilizada, tal ingrediente tem uma história que envolve a Terra e implica o trabalho de outras pessoas. “E, somente conhecendo todo esse histórico, poderei de fato caminhar para uma produção sustentável. Além disso, só conhecendo esse background, posso atuar com mais presença, pois tenho mais intimidade com os itens com os quais estou trabalhando e isso, de acordo com minhas crenças e experiências, permite que o processo de produção flua de forma mais natural”, filosofa.

MUDANÇA DE PARADIGMAS

Para Luizza Santiago está havendo um grande despertar acerca do universo da alimentação, o que, consequentemente, acabou criando e incentivando um crescimento contínuo de um setor do mercado que atenda a essas novas concepções. “Cada vez mais pessoas estão desfazendo a visão do alimento apenas com viés nutricional ou experiência gustativa. As esferas social, ambiental e espiritual estão pouco a pouco sendo agregadas à dimensão da alimentação pelo público em geral. Imagino que tal demanda vá crescer e que a, oferta para atendê-la, aumentar e se democratizar”, opina.

Para a bióloga, a agroecologia, com sua ciência e democracia, pode ser a força motriz e mantenedora neste novo cenário. No entanto, a pequena empresária pondera que, como essas novas concepções já foram transformadas em produtos pela grande indústria, é possível que surja um mercado que “falsamente atenda” às demandas, por meio de práticas semelhantes à da ‘maquiagem verde’. “Ainda assim, acredito que haverá um fortalecimento da cultura de valorização da economia local (não somente no ramo alimentar) e que esta contribuirá para que a transição agroecológica de fato se estabeleça.”

OLHAR CIENTÍFICO

O tema alimentação entrou na vida de Luizza Santiago há cerca de nove anos. Ela conta que sempre teve um olhar científico para a questão alimentar, com interesse em estudos de química e biologia. Mas foi ao dar um passo a mais nessa direção, quando passou a cozinhar de verdade e se envolveu em capacitação, por meio de cursos sobre chocolate, que ela passou a ter contato mais aprofundado com o tema e se viu dedicada totalmente ao chocolate.

“Durante minha graduação, me envolvi intensamente com pesquisa em ecologia aplicada e no início da minha segunda graduação apareceu o chocolate, que me levou a abandonar o curso. Tive ricas vivências em áreas de produção de cacau na Bahia, aprendi e aprendo muito com outros produtores de chocolate (felizmente é um ramo bem colaborativo) e sempre busco estudos científicos da área. Mas o principal canal de cultivo e expansão da sabedoria é a minha prática de fazer chocolate, aliada à meditação”, revela.

No dia a dia da Kalāpa, Luizza diz pensar muito no consumidor, mas seu maior foco é mostrar a quem compra suas barrinhas de chocolate a beleza do processo de produção, que é pouco conhecido. “No geral, sempre menciono que o cacau passa por um processo de fermentação, que compro as amêndoas de um permacultor da Bahia e cito os processos que executo, desde a torra, o descasque, refino e conchagem, maturação, cristalização, moldagem e confecção das embalagens. E tenho a certeza de que enquanto falo sobre tudo isso, transmito às pessoas todo o amor que tenho pelo que faço – qualquer um que me ouve tem essa percepção”, diz, orgulhosa.

SUSTENTABILIDADE NO PROCESSO

A produção da Kalāpa é em Lavras, no interior de Minas, mas em breve estará de mudança para Belo Horizonte. O pequeno negócio é desenvolvido e administrado somente por Luizza, que ainda não se associou a cooperativas ou grupos. “Acredito que determinadas associações têm potencial para agregar bastante ao meu negócio, porém não no estágio atual, pois minha produção ainda é muito pequena”, observa.

Da compra da matéria-prima aos resíduos da produção, a Kalāpa tenta ser ao máximo uma microempresa sustentável. Para isso, Luizza busca fortalecer seus valores e conhecimentos nos quais acredita para colocar em prática no seu negócio. Ela só compra cacau de pequenos produtores, cuja produção está inserida no sistema de base agroecológica. “Quando não é possível utilizar matéria-prima agroecológica (como é o caso do açúcar), opto pela orgânica”, diz.

As embalagens das barras de chocolate são feitas com papel reciclado artesanal (fruto de um projeto social) e, em todo o processo, a fazedora busca não gerar resíduos plásticos. “Até o momento, essas são as principais questões que têm minha atenção”, comenta Luizza.

Os canais de venda da Kalāpa são, basicamente, as redes sociais e feiras de alimentação consciente. A meta de Luizza é iniciar a revenda de seus produtos em lojas a partir de julho.

PLANOS

As metas de Luizza para si e para a Kalāpa, em 2018, são ousadas. Além da mudança para Beagá, ela pretende aumentar a capacidade produtiva da empresa. “Quero estar mais presente nas iniciativas de valorização de comércio local que ocorrem na cidade, ampliando meus canais de venda e a cultura do chocolate ‘do cacau à barra’”. Estruturar um plano de negócios para a Kalāpa e participar de dois festivais na área, na Bahia e em São Paulo, são metas importantes também. Ampliar a linha de barras de chocolate, diversificar a produção e promover degustações de chocolates artesanais brasileiros em BH estão em sua lista! “A Kalāpa ainda será minha fonte de renda principal”, aposta. E ela vai conseguir.

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* Essa reportagem é a segunda de uma série realizada pelo FoodColab em parceira com a Feira Fresca. O FoodColab é uma plataforma colaborativa sobre alimentos, sustentabilidade e inovação, dedicada a gerar conteúdo, conexões e negócios. A Feira Fresca é uma iniciativa que reúne em média 25 produtores de alimentos e ocorre semanalmente em Belo Horizonte (MG).

FEIRA FRESCA: acompanhe a agenda dos dias e locais da feira pelo site www.feirafresca.com.br ou pelo Facebook e Instagram: @feirafresca.